3.9.24

Redefinir rotas é uma dádiva



Tenho buscado olhar pro tempo com gentileza. Venho buscando aprender durante a espera, mudar o olhar, mudar de ideia. Nos últimos meses, na verdade durante esse ano por completo, eu tenho tido vários pensamentos novos, redefinição de rotas e enxergando o mundo diferente. E isso é bom, muito bom, mesmo que inclua ver coisas ruins também. Percebendo defeitos meus, características que me machucam ao não ter controle e desejo por ser uma versão diferente. Abrindo os olhos para erros que outros cometeram comigo, abandonos que não eram vistos como são, mas que me fazem compreender melhor as marcas que me são parte. Vejo onde estou, como estou e como gostaria de estar no futuro. E o futuro se mostra diferente para mim agora, pois alimento alguns novos sonhos e objetivos que eram indefinidos até pouco tempo. Quero voar, voar junto daquele que divide a vida comigo e me faz querer ser alguém que meu peito almeja. Que me ensina a retirar vendas dos olhos e me faz refletir cada vez mais e mais sobre existir. E ele me ensina a confiar que sou capaz, que posso ser o que escolher ser, que sou alguém. Sou abençoada por ter um parceiro de existência, que me é apoio em qualquer momento. Me ensina a ver motivos, alvos, egoísmos. Mudar de ideia faz parte e que bom é amadurecermos visões, arriscarmos com coragem alguma vontade, aprender a ir com medo mesmo. Traçar a rota que a gente escolhe, baseada nas nossas escolhas, precisa ser realidade. Não se moldar por aprovação e achismo de externos. Não gosto de gente que acha que te conhece e que pode dizer a maneira com que você deve viver a tua vida (devia fazer assim, ser assim, não devia ter escolhido isso, por que você não faz essa coisa super aleatória que eu suponho ser o melhor para a sua vida que eu julgo estar ruim mesmo que eu simplesmente não faça ideia do que você pensa sobre esse assunto?) Eu percebi recentemente o quanto eu odeio que se intrometam na minha vida, porque eu não dou espaço pras pessoas sequer saberem o que ando passando e sentindo, daí elas acham que sabem o que preciso fazer, tipo ??!! 

Acho que só queria dizer que muito tem mudado dentro de mim e isso leva tempo (e tá tudo bem). Há alguns meses escrevi aqui sobre metamorfoses e eu mal sabia o quanto isso cresceria ainda mais. Sei que vai continuar para ainda outras mudanças e busco por isso. Gosto de sentir evolução e que tenho crescido. Irônico é que muitos ao meu redor acham que parei no tempo, que não ando progredindo, sei lá, financeiramente, profissionalmente ou qualquer variação relacionada ao sucesso padrão geral. Mas poxa vida, eu só tenho 22 anos, não é como se eu estivesse perdida. Mas o irônico, na verdade, é que posso soar estagnada, mas dentro de mim tem acontecido tanta coisa que esse tempo nada mais é do que uma pausa pro café, um tomar de fôlego, para que eu ande com muito mais força e vontade, pra que eu entenda quem sou, o que quero, conheça e reflita bastante. Nenhum tempo para pensar profundamente é perdido; é muito mais um investimento, uma construção sólida que nos dá rumo. E tá tudo bem levar o período que necessário for, sem comparações, sem prazo estipulado por outros: cada um de nós tem o próprio ritmo, o próprio jeito, o próprio caminhar. Descanse na espera, sem ser tomada pelo desespero, mas ativamente buscando se conhecer de verdade.

Redefinir rotas é uma dádiva.

Abraço afetuoso,
Any :)

20.6.24

TBR 2024 e como comprar livros baratos (ou como tentar, pelo menos)


A Amanda, do blog Cardamomo, tinha sugerido no meu post LI TODOS OS MEUS LIVROS DA ESTANTE que eu compartilhasse por aqui minha lista de próximas leituras. Já é a metade do ano agora, eu demorei para finalmente escrever esse post, mas aqui estou para listar minhas metas para esse ano. 

A essa altura eu já entendi que não vou conseguir ler todos, porque ando sem dinheiro para comprar livros, então acredito que essa lista vai se estender para o ano que vem também. Enquanto isso, ando lendo um que ganhei de presente, e também relendo alguns da minha estante que estava com saudades, e tem sido algo incrível. Releituras nos ensinam muito sobre aquilo que em primeiro momento nosso olhar não esteve atento.


TBR 2024

- Siga em frente
- Despertar Criativo
- Minha mãe fazia
- Clarice na cabeceira (crônicas)
- Pequena enciclopédia de seres comuns
- Anne e a Casa dos Sonhos
- Anne de Ingleside
- Bem-vindos à livraria Hyunam-dong (estou lendo esse!)
- Antes que o café esfrie
- A história secreta
- Como se fôssemos vilões
- Frankestein ou o prometeu moderno
- A menina do outro lado (volume 1)


Consegui ler os dois que risquei e gostei demais das duas leituras. Clarice rendeu muitas reflexões e ainda mais livros na minha lista geral de desejados pro futuro. Esse ano já cresci bastante essa minha lista geral; desde que comecei a me interessar por clássicos eu tenho tido vontade de ler vários deles também. Minha TBR se formou com os que mais queria até finalzinho do ano passado e sigo querendo muito lê-los. Alguns livros estão na espera há anos e ainda os quero. 



UMA RECOMENDAÇÃO IMPORTANTE

Se você compra livros, sabe que nos últimos tempos os preços têm estado bem salgados. Algo que eu acho muito válido e ajuda demais é procurar por exemplares usados. Se na sua cidade, assim como na minha, não há sebos (isso me entristece real), você pode usar a internet a seu favor e dá para achar quase tudo. Nem sempre os preços são mesmo baixos, mas eu já tive muita sorte encontrando bons valores e boas condições. 

Minhas sugestões de sites são: Estante Virtual, Enjoei e Shopee. Como em todos esses muitas pessoas vendem desapegos, dá para achar muita coisa, basta procurar o título da obra em cada site. Acho que são os três que já utilizei, não me lembro agora de algum outro. Uma outra ideia é procurar por perfis no Instagram também, muitos vendem por lá.

Curiosidade: eu já tive um pequeno brechó de livros na Shopee :) Eu consegui vender por lá livros que eu queria passar para frente e foi uma época muito gostosa, adorava esse contato e venda. Era bem legal!


Me contem aqui se vocês compram livros usados e se têm alguma sugestão que não citei. E, se já leram algum da minha TBR, me contem a experiência, vou adorar saber! E se tivermos algum em comum como meta também 

Minha lista geral na Amazon.


Abraço afetuoso,
Any.

21.5.24

Tenho metamorfose morando no peito

Há dias em que choro. 

A gente sabe que mudanças exigem paciência e coragem e muito de nós, mas saber não nos torna imunes.

Tenho buscado aprender a lidar com as curvas na estrada e nesse tempo entendi que preciso me recolher em meu casulo. Me guardar em mim, compreender o que quero nessa vida e o que posso fazer nessa jornada tão incerta. 

Me recolho, reflito, penso e penso mais (e mais um pouco). Não chego no destino, não tenho todas as certezas, mas abraço meu ritmo e me aventuro lá fora.

Tenho frágeis asas; transformações são lentas e costumo levar mais tempo que o normal nos meus processos. 

Busco acolher por perto a poesia que habita ao redor. Busco resgatar a leveza que dentro clama.

Preciso, desejo e escolho percorrer novos caminhos e ser nova versão.

Tenho metamorfose morando no peito (e ela transborda e grita e te chama pra se juntar a nós).

Voemos juntos 🦋


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Texto que nasceu de mim junto com uma coleção de dois bordados. No casulo, reflito sobre tudo e aos poucos me transformo em nova criatura. Essa metamorfose que se faz e me refaz tem sido parte de cada detalhe dos meus dias. Quis trazer por aqui um pouco dessa arte manual e deixo abaixo fotos. 

Aos que vivem nesse processo e abraçam a mudança que transborda de nosso interior em construção, deixo o caminho para fazerem parte desse clube de casulos. (AQUI)






Esse texto se tornou lido em voz alta por mim, algo novo que tenho buscado colocar no mundo. Para assistir, clique aqui.

É sempre um abraço no coração compartilhar por aqui projetos que tem aquecido meu viver. Obrigada :)
Any.

25.4.24

Começos não precisam ser perfeitos


Queria agradecer pelas palavras de incentivo no post sobre minha ideia de começar um podcast e dizer que sim, eu finalmente coloquei esse projeto no mundo (!!!)

Esse é um convite (por favor!) para que possam ouvir o primeiro episódio. Foi uma breve introdução sobre o medo que tenho (temos?) dos começos e também li um pedacinho do meu livro por lá.

Para quem está acostumado a ler minhas palavras por aqui, vai poder ouvir minha voz pela primeira vez (foi estranho me ouvir tantas vezes enquanto ouvia o episódio novamente, eu não tô acostumada a gravar áudios). Já me disseram que minha voz é calma, comecei a achar que sim..

Já agradeço por quem for conhecer esse meu projeto, vai ser muito importante para mim e vai ajudar bastante. Se puderem recomendar pra alguém, continuar a acompanhar, seguir o programa e avaliar com estrelinhas no app, vai ser de muuuuita ajuda, tudo contribui demais, obrigada mesmo :)


Abraço afetuoso, grato e empolgado!
Any.


P.s: eu escolhi o nome igual ao do blog, porque achei que casou tão bem com o propósito do podcast! Quero muito poder levar poesia nas histórias contadas por lá e nos versos lidos (e escritos). Poetiza-te é muito carregado dessa motivação que me cerca. 

17.4.24

queria dizer oi!

Só queria dizer que tenho pensado muito sobre o porquê temos tanto medo de agir, de sermos autênticos, de fazer o que queremos fazer.

Sobre o post anterior, eu finalmente consegui pegar o telefone e ao menos tentar gravar. Depois de alguns testes de áudio, me sinto menos travada e só preciso me organizar certinho para realmente gravar um episódio, porque as tentativas anteriores ficaram com muito ruído e não gostei. Mas sinto que vai sair.

Comecei a fazer um curso que tem me feito refletir tanto sobre meus porquês com empreender, com a arte, sobre quem sou no mundo. O curso sobre empreendedorismo mais lindo que eu já vi nessa vida, tão cheio de alma e propósito que me abraça a cada aula que assisto. Sinto-me sendo transformada.

E claro, tem Clarice. Comecei a ler Clarice e é caminho sem volta; a vida começa a ser vista com olhos de quem parece que acabou de nascer, tudo se faz novidade. 

Foi só um OI mesmo. Matar a saudade, dizer que estou aqui, pensativa e com pitada de metamorfose morando no peito.

Abraço afetuoso,
Any.

27.2.24

Vocês ouviriam um podcast feito por mim?

Vocês ouviriam um podcast feito por mim?

A questão é que, fazem semanas que essa ideia vem insistindo comigo todo dia, várias vezes. Porém, o mais curioso é que eu sou o tipo de pessoa que não grava nem áudio no whatsapp de tão tímida que sou pra essas coisas. Mas por algum motivo venho alimentando essa vontade e resolvi escrever um pouquinho sobre isso aqui em busca de algum incentivo, talvez, um bocado de motivação para me ajudar a tentar, hehe (desculpe se soa meio exigente, mas realmente gostaria de saber se alguém me ouviria) *-*

Minha ideia surgiu depois que eu resolvi ressuscitar um outro projeto, que já até apareceu por aqui antes, mas que diante do caos dos dias eu não consegui mais me dedicar: o meu livro de poesias. Eu publiquei meu e-book no final de 2022 e no ano passado eu não consegui trabalhar mais nesse projeto, muito por causa do meu esgotamento com o meu antigo emprego, quase nada dos meus hobbies e arte em geral puderam ser presentes na minha rotina cansativa. Mas recentemente eu tomei ele pelas mãos novamente e publiquei em uma nova plataforma, o que me motivou muito a voltar para tudo relacionado ao meu livro. 

Eu fiz uma página aqui no blog dedicada a ele, falando um pouco mais sobre e vou deixar linkada para que possam ler (leia clicando aqui) ♡

O meu livro é algo muito precioso para mim e eu gostaria muito que pudesse chegar a mais pessoas, que ele possa ter seu lugar no mundo. E nesse meu processo de relançar em nova plataforma, eu acabei mexendo um pouco no arquivo e inclusive relendo mais uma vez, das dezenas de vezes que já o fiz nessa jornada inteira (e sempre gosto da experiência de revisitar meus versos). E enquanto eu relia eu lembrava de muitas histórias por trás de vários poemas e tive essa vontade de gravar episódios contando sobre essas histórias, as vivências que eles carregam. Fazer isso em post aqui para o blog já seria algo muito legal, mas pensando nessa ideia de divulgar o livro, de alcançar mais pessoas com esse meu trabalho, achei a ideia de um podcast bem cativante.

Meu maior empecilho, então, é ter coragem de gravar! Eu ainda não testei gravar e, juro, tenho tido muita vontade de tentar. 

Por isso, venho em busca de saber: você ouviria esse podcast? A ideia é realmente interessante ou é coisa da minha cabeça? Eu nunca ouvi um programa que fosse parecido com essa proposta, se alguém conhecer pode deixar recomendação por aqui que vou adorar ouvir. 

Outra dúvida, você consome esse tipo de conteúdo? Mesmo que não, você ouviria a mim? 

Enfim, essas e outras questões podem ser respondidas aqui embaixo, se vocês quiserem, vai me ajudar muitooo, muitooo! 

E o link para compra do meu livro é esse aqui caso alguém também deseje apoiar meu trabalho :)

Um abraço muito afetuoso pra cada um e desde já agradeço por qualquer auxílio citado, muito obrigada mesmo ♡-♡
Any

20.2.24

li todos os meus livros da estante

Eu cheguei nesse momento da vida que não era realidade há alguns anos: todos os meus livros foram lidos, sem pendências por aqui.

PORÉM, eu me encontro extremamente necessitada de novos livrenhos, socorro. Eu fico tão feliz de ter conseguido retomar um ritmo bacana de leitura desde que comecei a ter mais tempo pra isso. Esse ano eu fiz uma lista com metas de leituras e quero muito ler cada um dos títulos (e vários outros, porque ando cheia de vontade de ler). Fazia um bom tempo que eu não fazia uma lista, porque andei tão sem tempo para leitura nos anos anteriores, com uma certa ressaca literária também, mas dessa vez me senti leve e inspirada o suficiente pra isso.

Mas como comentei há dois posts atrás, eu me demiti do trabalho e agora estou a economizar tanto quanto possível, então meus objetivos de compra vão esperando no limbo por enquanto. MAS, semana passada fiz uma pequena comprinha que achei justa (tava R$14, um livro que eu andava querendo. Encontrei em um sebo na Shopee, sendo esse um exemplar que não é mais publicado hoje em dia, então achei de uma oportunidade bela). Venho exercitando minha consciência com compras e acho que isso vai ser bem valioso pra vida, então sim, é um aprendizado dos bons.

Enfim, só queria registrar esse momento marcante por aqui, obrigada :3

Abraço afetuoso,
Any.

1.2.24

minha gata com a personalidade mais linda que conheço e como me sinto

Aos 21 anos de idade, enfim tive meu primeiro pet ♡

Eu sempre quis um animalzinho em casa. Quando morava com os meus avós, eu sempre pedia por isso, mas nunca pude ter. E entendo, sempre entendi. Afinal, minha vó sempre teve um problema de ferida nas pernas e se um arranhado, por exemplo, acontecesse, traria um ferimento para ela e isso não seria nem um pouco agradável. Além de que teriam gastos que não seriam confortáveis pros nossos bolsos naquela época, principalmente porque eu nem trabalhava ainda. 

Quando casei, senti que tinha essa liberdade em escolher, mas ainda não tinha condições para manter. Mas graças a Deus, ano passado as coisas deram uma melhorada em casa, e a gente pôde considerar colocar esse desejo em prática. Meu marido também queria ter um gato e deixávamos isso pro futuro. No dia em que apareceu um rato aqui eu senti que era o momento perfeito. Já li que o cheiro de gato em casa espanta os ratos, e onde a gente mora hoje tem fama de já ter aparecido vários. A gente se colocou à disposição para o caso de alguém ter filhotes para doar. Nossa vizinha nos disse que a tia dela não queria mais a gatinha que tinha, por motivos que eu ainda não sei definir muito bem. Disse que não era filhote, como falamos, mas ainda não havia completado nem um ano de vida e era muito mansinha. Senti esperança, senti que seria ela.

Em menos de uma semana ela estava aqui. Chegou no dia 15 de setembro de 2023. Nos dias antecessores, comecei a pesquisar tudo sobre ter gato de primeira viagem, me senti totalmente despreparada e com tanta informação para assimilar tive medo de não dar conta. Mas tudo foi fluindo, aprendi o mais importante e comprei o mais urgente. Inclusive, recomendo o canal no Youtube, o Isa Gateira, para qualquer um que tenha ou queira ter gato. Salvou minha vida, simplesmente.

Meu marido gosta de nomes diferentes e eu também. Mas ele é muito mais criativo pra essas coisas do que eu. De alguma maneira ele chegou no nome da nossa pequena, Saturni. Inicialmente eu estranhei, mas comecei a achar bonito. Quase todo mundo achou estranho, meus avós até hoje não gravaram porque acham difícil. Eu acho autêntico e cheio de significado. Não só porque parece Saturno, e eu gosto de planetas, o que em si já acho muito legal, mas também porque ele quis me homenagear. Saturni também significa Sábado, em latim, e como eu sou uma guardadora do sábado na minha fé o meu marido pensou nisso. Saturno é o sétimo no sistema solar, contando com o sol, e sábado é o sétimo dia. Minha Saturni carrega muita beleza no nome.

Fazem menos de cinco meses que ela chegou e parece ter estado aqui a vida toda. Eu me descobri uma apaixonada por gatos de um jeito que eu não sabia. E sou encantada pela personalidade dela, acho fascinante como tem tanto de mim e do meu marido em comportamentos seus, acho isso muito harmonioso. Ela é uma gata tímida, do tipo que se esconde quando alguém novo chega. É calma, aceita carinho de todo mundo se eu levar ela no colo até o desconhecido. É companheira, sempre quer estar por perto, mas sem ser invasiva. Me acompanha quando faço alguma tarefa de casa. É brincalhona. Prefere amassar pãozinho de noite, quando fica mais tranquila depois da ração; e brincar de manhã, quando tem o auge de energia. Sempre troca de lugar favorito para dormir. No início, ela se escondia na cadeira debaixo da mesa, depois foi para dentro do sofá. Quando começou a se sentir à vontade, ela foi para a cadeira do meu marido na mesa de computador. Hoje ela ainda gosta muito de lá, e também da nossa cama durante o dia, ou do braço do sofá. Dia desses cismou em ficar em cima de um móvel na sala, um armarinho baixo, o que pra mim não faz o menor sentido, lugar nem confortável é! Mas enfim, gostos. 

Acho que além de tímida, é introvertida, do tipo que precisa de tempo pra si depois de muito carinho (todos os gatos parecem meio assim, introvertidos). É muito amorosa, fofa, sinto que conversa comigo quando falo o quanto é linda. De vez em quando fica chatinha, mas no geral é bem calma. Nem para fazer exame de sangue, que deu dificuldade para achar a veia, ela não se estressou. Ela não faz muito alarde quando tá no veterinário e ele, e também a outra veterinária, acham ela um amorzinho. 

Faz muito tempo que quero vir registrar sobre a Saturni. Mas decidi enfim fazer isso hoje, porque tô com saudade. De manhã levei ela para a clínica, porque precisou fazer um procedimento cirúrgico de novo, já que a castração não deu muito certo na primeira vez. Ficou um pedacinho de ovário e ela teve cio nos últimos tempos (nunca tive noites tão mal dormidas na vida como nos últimos dois meses, porque inexplicavelmente ela teve 4 cios nesse período e por causa dos feriados de fim e início de ano não deu para operar antes, e ninguém entendeu o motivo das repetições). A questão é que, eu espero, tudo tenha se resolvido. Estou aguardando me avisarem que posso ir buscá-la. E espero que esteja bem ♡ E que fique ainda melhor agora. 

Acho que gatos combinam muito com artistas, por algum motivo. Acho de uma sincronia engraçada, não sei explicar. Talvez a independência, excentricidade, personalidades diferentes e marcantes. Eu me senti uma artista completa depois disso, é um sentimento real!

Sinto que posso falar tanto sobre o assunto. Sinto que tenho observado muito ela e são tantos comportamentos interessantes. Sinto que esse texto já ficou longo demais também, kk

A gente decidiu que vai ter outro felino em breve. Talvez isso também tenha ajudado a enfim escrever sobre nossa gata primogênita. Provavelmente vai ser um macho, dessa vez. Venho falar sobre no futuro também. Ainda não decidimos o nome, porque meu marido tá sugerindo umas opções que eu não tô gostando. E ele não quer ceder ao meu desejo por Vênus ou Atlas. Queria pensar em algo épico que ele não pudesse negar. Oremos.

Obrigada por lerem esse texto enorme, mas carregado de afeto e do meu amor. Ainda não me mandaram mensagem de que ela acordou da anestesia, mas espero que esteja tudo bem.

Vou deixar fotinha para vocês a conhecerem :3

Obrigada por ler até aqui e abraços,
Any.




19.1.24

eu me demiti

Há pouco mais de um mês eu me demiti do meu trabalho.

Esse foi mais um desses momentos na vida em que eu fui com medo mesmo e fiz algo corajoso. Mesmo ficando ansiosa e sendo alguém responsável com os meus deveres, eu percebi que precisava arriscar. 
Eu saí sem a segurança de um outro emprego ou outra renda. O que eu tinha era uma reserva que seria suficiente para segurar por uns meses até começar a ter resultados. Eu retomei com o meu ateliê de artesanatos e, mesmo sem a certeza de sucesso, eu entendi que era o momento certo de tentar.

Às vezes me sinto bem insegura, mas não me arrependo da minha decisão. Desde o instante em que comecei a pensar sobre e me direcionar para isso, eu senti conforto. No dia em que eu saí do RH após ter me demitido, eu senti uma paz segura, uma paz de que aquela era a hora que eu esperei por todos os meses anteriores.

Tenho aprendido a descansar. Descansar na certeza de que meu Deus me sustenta e sempre sustentou desde o início. Aprendido a esperar e entender que nem tudo dá certo de primeira, que nem tudo é instantâneo ou como a gente pensou que seria. Tenho buscado não ceder ao desespero de achar que vai dar tudo errado. Vai dar certo e tenho crido nisso.

Eu tenho tido ideias e planejado algumas coisas novas para esse ano. Ainda agora em janeiro quero lançar produtos novos que desenvolvi. Gosto do afeto que criar me traz, do aconchego que sinto ao fazer uma peça e de como cada detalhe é cercado por isso. Meu desejo é ter esses bons sentimentos sempre presentes, tanto quando faço e ainda mais quando alguém tiver em mãos e para si uma arte minha. Desde quando criei o ateliê, lá no comecinho, antes de ter engavetado a ideia, meu propósito se mantém. O nome, Aflorando Ateliê, veio desse desejo por trazer ao exterior, aflorar, os sentimentos que vivem em mim e em quem encomenda uma manualidade. 
Uma conexão profunda e carregada de leveza.

Sinto vontade de falar mais dos meus projetos. Apesar de amar o que faço, me vejo muito acanhada de conversar sobre. Minha timidez me bloqueando como de costume. Quase não falo sobre com ninguém, mesmo por aqui não é tão presente. Preciso mudar isso e ir rumo ao alcance de pessoas que queiram viver um pouco disso comigo.

Se alguém quiser apoiar e seguir no instagram, é o @aflorandoatelie. Bem eu vou compartilhar em primeira mão por aqui algumas fotos do que vai entrar por lá logo, logo!
Obrigada a todo mundo que me lê e a quem deixa comentários por aqui, isso sempre me alegra :)

Abraço afetuoso,
Any


Porto-copos Folha de Outono

Cozy Place, bordado decorativo

Chaveiro Folha de Outono
Os três juntinhos :)

Link do Ateliê 



2.1.24

Cesto de roupa

É curioso como isso de recarregar as próprias energias varia muito de momento para momento.
Eu acabei de lavar um cesto repleto de roupas, cheio, cheio, tudo à mão mesmo, e falando sério, eu me sinto renovada.

Any.



P.S.: Feliz 2024 para vocês e para nós ♡
Que tenhamos um ano de muitas conquistas e alegrias. Estou empolgada para correr atrás dos meus objetivos. Vamos juntos!

19.12.23

Carta afetuosa no Amigo Secreto Blogueiro

 

Que saudade que estava de escrever um post mais fotográfico. Isso me lembra anos anteriores por aqui e no meu primeiro blog também, que eu fazia várias fotos para compartilhar. Me senti nostálgica :)

Hoje quero falar sobre esse projeto que eu adorei participar. O "Amigo Secreto Blogueiro" foi organizado pela Vanessa, do Tristezinhas Cotidianas. Quem me sorteou foi a Karyne, do blog Crisálida, e este foi um daqueles momentos em que pensei que foi o presente perfeito. Cada detalhe da carta e do que ela enviou para mim me fez muito feliz e foi empolgante admirar tudo. Fui tão acolhida e abraçada, senti carinho e delicadeza no completo. Foi encantador perceber o quanto temos em comum em gostos e isso me alegrou demais. 




Teve poesia, livro, margaridas, marcador de páginas, crochê, bordado, chá, adesivos, flores, enfeite natalino, manualidades e mais, tudo demonstrando profundidade e leveza. Como não me encantar com tanto significado? ♡


Logo, logo irei realizar essa leitura ♡ Sinto falta de ler mais poesias e de voltar a escrevê-las também. Será um ótimo incentivo.


Karyne, muito obrigada por transbordar toda essa paz que transmitiu no meu presente. Obrigada pela delicadeza que consegue expressar com o feito à mão. Foi um prazer ter sido sorteada por você e de ter conhecido o seu blog graças ao Amigo Secreto. Se tornou especial para mim ♡

Vou deixar aqui o blog de todo mundo para que possam ver mais cartinhas e quem foi a amiga de quem. Os posts ainda estão sendo publicados e podemos acompanhar juntas essa jornada. 

Um feliz natal desde já para todas ❆⍋
Any.


Sou grata por todas as partilhas que temos tido nesse tempo!

10.11.23

Sincronicidade


Sexta-feira passada ou no domingo, não me lembro exatamente, eu estava lendo no livro O Caminho do Artista a Semana 3, e foi onde a autora escreveu sobre Sincronicidade. Em um trecho ela disse:

"acionamos o princípio que Carl Jung chamou de sincronicidade, que pode ser definido livremente como ocorrências fortuitas de eventos interconectados. Nos anos 1960, nós chamávamos isso de coincidências felizes. Seja como for, assim que você iniciar sua recuperação criativa, é possível que se surpreenda ao esbarrar com esses acasos fortuitos por toda parte." 

Um pouco adiante ela continua:

"Gostamos de fingir que é difícil seguir os nossos sonhos. A verdade é que o mais difícil é evitar atravessar a soleira das muitas portas que irão se abrir. Coloque seu sonho de lado e ele voltará pra você. Disponha-se a segui-lo novamente e mais uma porta misteriosa irá se abrir."

"Dê um pequeno passo na direção de um sonho e observe as portas que se abrem em sincronia. Afinal, só acreditamos vendo. E, se você vê os resultados de suas experimentações, nem precisa acreditar em mim."  

Ler esse livro tem sido uma experiência incrível. Eu tenho aprendido muito, refletido a cada linha e buscado descontruir várias barreiras ao meu redor. Não por coincidência, essa semana foi a primeira das minhas férias do meu emprego CLT. Eu já comentei antes que tenho vontade de deixar esse meu trabalho, que tenho outros objetivos e sonhos ligados à arte. E eu decidi que nesse mês em casa retomaria com as manualidades, que recomeçaria meu perfil no instagram. E lá fui eu de volta ao crochê, algo que tanto me preenche e alegra. E na segunda, que foi quando reiniciei essa caminhada, também começou a Semana Gratuita que a Andressa, do @amoraamorinha, promoveu. Eu acompanho o trabalho dela há um tempo e admiro demais o que ela faz, o crochê tunisiano é uma técnica muito gostosa de praticar, e a Andressa ensina de um jeito tão calmo, tão doce, que sempre que tenho a oportunidade assisto algo dela. Ontem, quinta, rolou a aula de encerramento, a abertura do novo curso dela e também o sorteio de uma vaga no curso. Enquanto acompanhava a aula, em um momento aleatório eu acabei me distraindo nos meus recorrentes pensamentos de "será que vou precisar voltar para o meu emprego mês que vem, sendo isso o que eu não quero? Se a arte não for o que tenho que focar agora? Se não der certo?", e então, do nada, eu pensei "nossa, se eu ganhasse essa vaga no curso sentiria tanto que é um sinal de Deus de que devo seguir meus planos, que Ele tá do meu lado nessa, que é Sua vontade também essas minhas ideias". 
E então, no fim da live, eu fui a sorteada. 
Na hora eu fiquei tão surpresa, tão emocionada, meu coração ficou tão quentinho quando o sorteio foi rolar, eu senti tão forte que seria eu. Meu marido veio do quarto dizendo que sentiu tanto que eu ia ganhar, e foi tão maluco, porque eu nem tinha dito pra ele esses meus pensamentos de um tempo antes. Eu só mencionei que estava concorrendo e, em silêncio, ele teve muita segurança de que seria eu.

Foi uma das coisas mais bonitas que já me aconteceram. Eu me senti tão abraçada por Deus, tão acolhida nos meus planos. Tão certa de que não preciso abandoná-los (e que nem devo). 
Foi uma sincronicidade tão bela. Eu entendi o que a Julia Cameron escreveu em toda a seção sobre isso no capítulo e concordei com cada vírgula do que disse. As coisas acontecem quando a gente caminha em direção a elas. Portas se abrem quando a gente se dispõe a bater, a sair do lugar, a agir. E o que é nosso se encaminha de nos encontrar. 

Ter retomado com o ateliê foi ótimo. Crochetar, assistir às aulas, ter pegado férias. Estou muito animada para começar o curso, para aprender as peças, os pontos. Quero seguir meus sonhos, descansar na certeza do cuidado de Deus e ter coragem de dar passos arriscados.
Mas passos esses que me levarão a construir um caminho muito poético <3

Seria um prazer ter o apoio de vocês lá no perfil, é o @aflorandoatelie no Instagram. Depois quero voltar aqui pra contar um pouco mais sobre a loja. Mas se você gosta de livros, poesia, aconchego, arte, vai gostar do que há porvir.

Obrigada por ler e abraços,
Any.

4.7.23

Gilmore Girls pela primeira vez e outros aconchegos

 

Há alguns dias atrás eu terminei de assistir Gilmore Girls pela primeira vez. O curioso é que levei mais de dois anos nesse processo. Não que eu não estivesse gostando da série para demorar tanto, na verdade eu gostei bastante, se tornou um aconchego como almejei que fosse; mas foi puramente por falta de tempo na rotina. Eu me vi me pressionando algumas vezes pela demora, mas sabe, foi uma jornada leve, assistindo quando me era possível, curtindo o processo. De fato foi uma daquelas séries pacatas e cotidianas, pra assistir com uma caneca quentinha e num clima chuvoso. Nem foi bem a realidade na maior parte do tempo por aqui, confesso, mas é essa sensação que me traz. É certo dizer que a série é slice of life? Porque me soa assim, mas me sinto leiga para afirmar. 

Eu comecei a série depois de participar da maratona literária que a Mel promoveu no canal dela em 2021. Quando participei da maratona eu gostei bastante do clima dos livros para serem encaixados em cada categoria e acabei por finalmente me render a assistir. Eu não conhecia praticamente nada sobre, apenas que a Rory gostava muito de ler, então fui como uma completa desconhecida mergulhar nesse mundinho.

E de fato foi uma experiência muito bacana. É uma série que combina muito com meus gostos e preferências. Me faz querer tomar chocolate quente enquanto faço crochê sentada em uma poltrona, envolta em uma coberta, ouvindo uma playlist bem cozy e com pôr do sol entrando pela janela. Uau, eu amo esse cenário! Eu não tenho a poltrona, mas amo fazer o resto. E como gosto de crochetar. Eu fiquei um tempo afastada das manualidades, simplesmente por falta de tempo, mas nos últimos tempos tenho conseguido encaixar no meio dos afazeres. O crochê me traz alegria e pensar na sensação da série me faz refletir nisso também. Eu quero me dedicar mais aos meus projetos artesanais, mas não tenho conseguido da forma que pretendo. Mas aos poucos chego lá. Eu abri as encomendas de inverno no meu perfil no Instagram e acabei sumindo de novo, sei que não é certo, mas ando meio aflita com o correr dos dias e fico confusa.

Caso alguém se interesse, é @aflorandoatelie, mas anda meio caos por lá. Vou tentar acalmar os ânimos e colocar as minhas ideias em prática.
Desejo calma pros nossos dias, um tanto Stars Hollow, no bom sentido e o melhor a nos oferecer <3

Abraços,
Any.

15.6.23

quando junho chega não tem como fugir da reflexão anual certeira


Quando junho chega eu fico mais reflexiva do que todos os meses anteriores do ano. Apesar de que atipicamente os últimos têm sido de muito e muito pensar, todos os dias. Mas junho é diferente, já que completo mais um ano de vida e é sempre momento de fazer aquele balanço. E também tem o fato de que 2023 chega em sua metade e também (quase) faço um ano trabalhando no setor público (na verdade é dia 4 de julho, mas continua tudo bem perto). 

Como é para vocês observar o correr dos dias?
Talvez essa seja a minha fase mais pessimista e desanimada até hoje. Eu que não gosto desse clima de reclamação me vejo fazendo isso com uma frequência que não considero nada agradável. Eu realmente não gosto de ficar assim, mas o trabalho me trouxe aqui.

Acho que tudo isso faz parte da minha personalidade. Desde que li sobre INFJ eu entendi que dentro de mim sempre vai ter essa busca por propósito, pertencimento e arte. Não adianta, meus olhos sempre vão brilhar quando começo a falar dos meus objetivos. E eles sempre envolvem arte.  

Eu tenho começado a traçar pequenos passos para conseguir me firmar em uma base o mínimo sólida que for, para o quanto antes me firmar ali e simplesmente seguir rio a baixo. Minha vontade em 99% do tempo é simplesmente pular na água mesmo sem saber nadar, mas o lado racional tem uma voz consideravelmente alta (o que não é de todo ruim, porque os boletos existem mensalmente).

Não é ingratidão, preciso repetir. Não é loucura e não é jogar fora estabilidade. Quando eu virar esse capítulo vai ser um ato de coragem.
Um belo e gratificante ato de coragem.

Percebem como ficar parado no mesmo lugar, quando esse lugar não é o que você deseja pro futuro, não é escolher o certo ao invés do duvidoso, mas na verdade é dar trono ao medo e duvidar da sua capacidade? Eu tenho um cargo hoje que é segurança de não ser demitida, mas como vou alcançar as conquistas que sonho estando aqui? A longo prazo só vai restar frustação, decepção e  estar estagnada. 

Eu me vejo tentando evitar falar sobre essas coisas porque sei que é repetitivo, mas sabem quando escrever é um respiro necessário? 

Eu quero fazer um novo ciclo. Percebo que a gente espera muito que caiam do céu as oportunidades de mudança. Mas poxa, tudo só vai para frente se nos movermos.
O que podemos fazer hoje? O que podemos planejar e de fato realizar?
Por que não aproveitar que temos bons  meses ainda e tornar 2023 o ano em que tudo começou a ser novo?
Quero chegar em dezembro com o coração leve, novos ares e batalhando.
Quero que em 2024 eu leia isso e não tenha falhado.

No meio dos sentimentos ruins sempre vou acabar buscando algo de bom pra me apegar.
Agora é agir.  

Abraços,
Any.

8.3.23

Não é ingratidão, é querer tornar real um desejo genuíno

Às vezes é muito difícil seguir os nossos próprios conselhos. 
É sincero quando digo para alguém que buscar algo melhor e maior é super válido, justo, certo. Que buscar sonhos é lindo, admirável, é crescimento. Mas por que soa ingrato quando me sinto insatisfeita com onde estou? Por que tenho receio de dizer que quero mais e parecer que não reconheço as bênçãos de agora? É claro que sou grata, é claro que meu emprego me proporciona sustento e ele não é ruim, mas tá tudo bem querer algo diferente. Tá tudo bem acordar e pensar no lugar que um dia quero estar, na rotina que um dia se encaixará ainda melhor com meus ideais, nos projetos que serão realidade. No negócio que será meu, que vai ser constante, que vai preencher meu coração de um jeito diferente.
A gente vê os dias correndo em frente nossos olhos e nós no mesmo lugar. Eu tenho medo sim de nunca chegar lá, mas quero tentar. Tenho medo de passar anos aqui e minhas metas se paralisarem por muito, mas o que posso fazer hoje? Como vou fazer hoje?
A verdade é que quero sim sair do meu emprego um dia, mesmo que ele seja bom. Eu tenho sonhos, eu tenho planos, eu tenho projetos. Quando voltei com meu perfil no instagram e com as encomendas de bordado/crochê, decidi fazer o que está ao meu alcance no momento para um dia chegar em um novo lá. Bordado, crochê, poesia, escrita... Um dia estudar fotografia, conquistar novas coisas, ver minha família crescer e de fato estar presente. Quero prosperar e isso não ser um peso. Ser dona de empreendimento, da agenda, do que fazer nas horas que se seguirão. Poder dizer sim e não. 
Meus últimos meses têm sido cheios de pensar sobre isso e vejo outros falando de um jeito parecido por aí. Percebo que temos estado juntos em um sentir semelhante e que muito tem a ver com estarmos rompendo o seguir automático da vida, parando de seguir o fluxo sem querer ver onde isso vai. Porque queremos ver, queremos estar e ser. E vamos.

Eu creio que tudo pode, mas Deus!, tenho medo. 
Mas apesar do medo, insisto em confiar no agir dEle. 

Any.

22.2.23

tema novo me incentiva

A gente vive nessa blogsfera e sabe que é assim mesmo, aparecemos pra dizer "oi, tô viva!" e depois a correria dos dias nos engole por uns meses e um pouco mais.

Apareci pra dizer que sinto saudade (como sempre) e ontem percebi que queria voltar (pela milionésima vez) e sabia que mudar a carinha do blog seria um ótimo incentivo, porque faz muito tempo que já não me identificava mais. Daí hoje eu fui lá e fiz isso (obrigada recesso de carnaval pelo tempo disponibilizado) e surpreendentemente levou até pouco tempo, considerando que todas as outras vezes que já mudei tema demorou muito mais. Eu queria algo mais simples, percebi que essa coisa um pouco mais "origens" me agrada mais no momento. Enfim, me deixou satisfeita essas alterações e quero muito poder tagarelar de novo. 

Fiquei tão feliz lendo os comentários que surgiram na minha ausência, não sabem como isso me incentiva! Quero muito colocar em dia os posts pra ler dos blogs vizinhos, porque toda vez que sumo eu acabo sem tempo de ler também.

E toda vez que volto sinto que repito as mesmas coisas, mas vamos seguindo mesmo assim.

Tenho umas coisas em mente pra dividir com vocês, então até breve (amém)

Any.


Ps.: aliás, feliz 2023 depois de tanto tempo :P

1.12.22

As estações que habitam em mim


E então eu publiquei um livro de poesias.
Foi um daqueles momentos em que eu não acreditei que finalmente se tornou realidade. Há mais de um ano e meio atrás eu comecei a organizar esse projeto e depois de deixá-lo na gaveta por meses eu voltei a trabalhar na ideia. Acredito que nada que a gente faz pela primeira vez assim é perfeito, então é claro que não espero que seja, vai ser cheio de falhas sim e aprendizado, que é o que faz tudo valer a pena afinal. Eu o publiquei em e-book na Amazon no dia 21 de novembro, uma segunda-feira pós dia cheio em que cheguei em casa decidida a enfim colocá-lo no mundo. E no mundo agora ele está. Eu não consigo deixar de pensar em como o blog tem um papel importante nesse processo, em como cada pensamento compartilhado aqui e cada comentário que conversou comigo de volta me motivaram e motivam a continuar escrevendo. Como cada palavra de incentivo foi um degrau necessário para mim. Eu agradeço de verdade a você que lê, que comenta, que fortace meu caminho na escrita. Cada uma dessas coisas torna possível minha permanência por aqui. 
Bem, esse não é lá um post dos grandes, mas é cheio de um agradecimento genuíno e uma notícia que é significativa demais para mim. Vou deixar o link aqui embaixo e meu convite para que conheçam "As estações que habitam em mim". 

Abraços,
Any <3


13.11.22

Quando a gente se torna escritora?


Me encontrei pensando quando é que a gente se torna um escritor. Eu sempre tive dificuldade em dizer que sou algo por receio de não ser direito (como se houvesse jeito certo pra tudo nessa vida, e nem há). Nos tornamos quando começamos a escrever pra nós, pros outros, quando publicamos, vendemos? Fui pesquisar a definição e acabei encontrando um post interessante que dizia sobre a diferença entre o termo em questão e autor. Acabei por absorver que escritor é quem se expressa com a escrita, sem necessariamente publicar algo e autor já se faz na publicação de suas obras. Acredito ser coerente, apesar de acreditar que outros tenham opinião discordante. Sendo assim, eu seria escritora há alguns anos e nunca teria pensando que sim. Também sou poetisa pelo mero fato de criar meus versos soltos? Acho que já acolhi melhor essa ideia; poetizar já me parece mais leve por não atribuir tão fortemente à publicação.

Todo esse pensamento surgiu nas últimas semanas quando resolvi desengavetar um projeto meu. Há um ano e meio atrás eu tive a ideia de lançar meu livro de poesias e trabalhei bastante nisso por meses. A pandemia paralisou parte do processo e acabei deixando guardado por muito tempo. Na correria dos dias eu o mantive assim e recentemente resolvi retomar, alterando algumas decisões anteriores e decidida a colocá-lo de vez no mundo. Será no formato digital e estou muito feliz por tudo que deu certo até aqui. Vou trazendo notícias sobre no que as coisas forem progredindo e deixo meu agradecimento por cada um que sempre deixa um comentário carinhoso em resposta às minhas palavras. Isso sempre foi e sempre será uma inspiração gigantesca para mim <3

Obrigada!
Any

25.10.22

Essa metamorfose


É desafiador entender que as coisas mudam. Entender que pessoas vêm e vão e que o ciclo da vida é assim mesmo. E tá tudo bem, caminhos tendem a se distanciar e isso não significa jogar fora o que foi vivido. Às vezes não entendo porque laços se mostram afrouxados, às vezes me vejo criando teorias demais, porém de forma mais básica e simples eu percebo que é sobre seguir, sobre estar em contexto divergente. Visão de mundo é algo muito particular e quando a gente se fecha na nossa é difícil visualizar fora da bolha. Aprender a respeitar as idas e vindas, vindas e idas, é um processo de fato. É necessário olhar pro outro com olhos  mais empáticos e nos despir um pouco do nosso eu que busca apenas os próprios interesses. Mudar faz parte, e como precisamos mudar pra melhor.  

Tento me culpar menos por trilhar longe de alguns que antes estavam aqui. Parar de procurar erros onde talvez nem exista. Eu poderia ter procurado mais, perguntado mais, preservado, quem sabe. Mas forçar nunca foi alternativa e talvez o curso natural das coisas seja esse mesmo. Quero enxergar com mais leveza e dar os devidos "ois" com sincera saudade. Parar de achar que existe alguma intriga onde nem se houve conversa mal falada.

E tá tudo bem deixar voar quem não deseja permanecer no presente. Porque talvez seja melhor preservar com carinho o que passou e não criar um espaço para caos desnecessário.  

Alterações são difíceis, mas se tanto me ocorreu nos últimos meses e anos e até semanas, como poderia não entender que os resultados alheios e partilhados também se transformam?      

Any

17.9.22

Caminhada

 
No caminho para o meu trabalho eu passo por uma avenida que me faz pensar em certas coisas todos os dias. Normalmente pela manhã, que é quando eu acabo sendo mais contemplativa e menos apressada, diferente das outras três vezes que passo por lá, na ida e volta do almoço e saída ao fim do dia. Andar por essa rua me deixa feliz pelo contato que tenho com a natureza, pois é tão repleta de flores e árvores e eu sinto ser um pedaço especial da minha cidade nesse sentido, é natural mesmo estando cercada de urbanidades (essa palavra está no contexto certo? Meu português anda falho que é uma maravilha, acabei de falar "umas meia hora" no meio de uma reunião da igreja há poucas horas atrás e ainda tô com vergonha, mas acho que ninguém deu atenção pra isso, enfim, tagarelices). Eu gosto da beleza que tem e gosto mais ainda quando quase às 7 da manhã o sol leve desse fim de inverno já me faz companhia, eu fico feliz de verdade (na hora do almoço é um pesadelo, mas cedinho é só sorrisos). Sim, é genuíno, e também é genuíno o carinho que criei por uma casa em particular que de uma forma estranha me cativou. Ela existe de uma maneira simples, não é tão grande quanto muitas das outras por meu trajeto, não é a mais trabalhada ou mais nova, ela é até um pouco caótica, eu diria, com muitas plantas, diferentes cores, muita informação, porém ela transmite para mim uma paz diferente. Ela me faz pensar no dia que terei uma casa para chamar de minha sem a transferência mensal do aluguel. Quando vou ter um lar mais a minha cara e tão aconchegante quanto é para mim esse sentimento. Soa bobo, soa infantil, mas sonha sonho, sonha sonhador. Eu quero projetar um futuro tranquilo e realizado, um futuro onde eu também esteja com uma função que me faça ter certeza de que estou onde deveria estar, fazendo o que ame fazer, com a autonomia que me seja necessária, nunca além do que preciso. No meu trajeto também tem um estúdio que me lembra o tempo todo de que devo me planejar, devo me dedicar, devo confiar que não é impossível chegar mais longe, não é impossível crescer, eu só não posso me acomodar. 

Essa caminhada me faz bem. Preciso me apegar aos bons pensamentos que me abraçam e alimentar o que há de bom. Lembro de quando eu procurava pelo meu primeiro emprego e eu desejei que fosse naquela rua, porque ela me trouxe algo feliz certo dia. Mesmo não sendo nela, acabei por transitar diariamente por lá depois de tanto tempo e isso faz sentido para mim hoje.

Projetos e planos e ideias e vontade de não deixar nada disso para trás. Tempo ao tempo e sei que tudo vai se ajeitando.

Obrigada por me ler depois do meu sumiço (sim, mais do que normal). Eu ando com saudade de escrever por aqui porque o que existe entre dividir o que habita meus pensamentos e receber palavras em retorno é parecido com todas as boas coisas que essa avenida me proporciona, então tudo acaba bastante conectado e um me leva ao outro.

Obrigada mesmo e abraços 
Any.