1.2.24

minha gata com a personalidade mais linda que conheço e como me sinto

Aos 21 anos de idade, enfim tive meu primeiro pet ♡

Eu sempre quis um animalzinho em casa. Quando morava com os meus avós, eu sempre pedia por isso, mas nunca pude ter. E entendo, sempre entendi. Afinal, minha vó sempre teve um problema de ferida nas pernas e se um arranhado, por exemplo, acontecesse, traria um ferimento para ela e isso não seria nem um pouco agradável. Além de que teriam gastos que não seriam confortáveis pros nossos bolsos naquela época, principalmente porque eu nem trabalhava ainda. 

Quando casei, senti que tinha essa liberdade em escolher, mas ainda não tinha condições para manter. Mas graças a Deus, ano passado as coisas deram uma melhorada em casa, e a gente pôde considerar colocar esse desejo em prática. Meu marido também queria ter um gato e deixávamos isso pro futuro. No dia em que apareceu um rato aqui eu senti que era o momento perfeito. Já li que o cheiro de gato em casa espanta os ratos, e onde a gente mora hoje tem fama de já ter aparecido vários. A gente se colocou à disposição para o caso de alguém ter filhotes para doar. Nossa vizinha nos disse que a tia dela não queria mais a gatinha que tinha, por motivos que eu ainda não sei definir muito bem. Disse que não era filhote, como falamos, mas ainda não havia completado nem um ano de vida e era muito mansinha. Senti esperança, senti que seria ela.

Em menos de uma semana ela estava aqui. Chegou no dia 15 de setembro de 2023. Nos dias antecessores, comecei a pesquisar tudo sobre ter gato de primeira viagem, me senti totalmente despreparada e com tanta informação para assimilar tive medo de não dar conta. Mas tudo foi fluindo, aprendi o mais importante e comprei o mais urgente. Inclusive, recomendo o canal no Youtube, o Isa Gateira, para qualquer um que tenha ou queira ter gato. Salvou minha vida, simplesmente.

Meu marido gosta de nomes diferentes e eu também. Mas ele é muito mais criativo pra essas coisas do que eu. De alguma maneira ele chegou no nome da nossa pequena, Saturni. Inicialmente eu estranhei, mas comecei a achar bonito. Quase todo mundo achou estranho, meus avós até hoje não gravaram porque acham difícil. Eu acho autêntico e cheio de significado. Não só porque parece Saturno, e eu gosto de planetas, o que em si já acho muito legal, mas também porque ele quis me homenagear. Saturni também significa Sábado, em latim, e como eu sou uma guardadora do sábado na minha fé o meu marido pensou nisso. Saturno é o sétimo no sistema solar, contando com o sol, e sábado é o sétimo dia. Minha Saturni carrega muita beleza no nome.

Fazem menos de cinco meses que ela chegou e parece ter estado aqui a vida toda. Eu me descobri uma apaixonada por gatos de um jeito que eu não sabia. E sou encantada pela personalidade dela, acho fascinante como tem tanto de mim e do meu marido em comportamentos seus, acho isso muito harmonioso. Ela é uma gata tímida, do tipo que se esconde quando alguém novo chega. É calma, aceita carinho de todo mundo se eu levar ela no colo até o desconhecido. É companheira, sempre quer estar por perto, mas sem ser invasiva. Me acompanha quando faço alguma tarefa de casa. É brincalhona. Prefere amassar pãozinho de noite, quando fica mais tranquila depois da ração; e brincar de manhã, quando tem o auge de energia. Sempre troca de lugar favorito para dormir. No início, ela se escondia na cadeira debaixo da mesa, depois foi para dentro do sofá. Quando começou a se sentir à vontade, ela foi para a cadeira do meu marido na mesa de computador. Hoje ela ainda gosta muito de lá, e também da nossa cama durante o dia, ou do braço do sofá. Dia desses cismou em ficar em cima de um móvel na sala, um armarinho baixo, o que pra mim não faz o menor sentido, lugar nem confortável é! Mas enfim, gostos. 

Acho que além de tímida, é introvertida, do tipo que precisa de tempo pra si depois de muito carinho (todos os gatos parecem meio assim, introvertidos). É muito amorosa, fofa, sinto que conversa comigo quando falo o quanto é linda. De vez em quando fica chatinha, mas no geral é bem calma. Nem para fazer exame de sangue, que deu dificuldade para achar a veia, ela não se estressou. Ela não faz muito alarde quando tá no veterinário e ele, e também a outra veterinária, acham ela um amorzinho. 

Faz muito tempo que quero vir registrar sobre a Saturni. Mas decidi enfim fazer isso hoje, porque tô com saudade. De manhã levei ela para a clínica, porque precisou fazer um procedimento cirúrgico de novo, já que a castração não deu muito certo na primeira vez. Ficou um pedacinho de ovário e ela teve cio nos últimos tempos (nunca tive noites tão mal dormidas na vida como nos últimos dois meses, porque inexplicavelmente ela teve 4 cios nesse período e por causa dos feriados de fim e início de ano não deu para operar antes, e ninguém entendeu o motivo das repetições). A questão é que, eu espero, tudo tenha se resolvido. Estou aguardando me avisarem que posso ir buscá-la. E espero que esteja bem ♡ E que fique ainda melhor agora. 

Acho que gatos combinam muito com artistas, por algum motivo. Acho de uma sincronia engraçada, não sei explicar. Talvez a independência, excentricidade, personalidades diferentes e marcantes. Eu me senti uma artista completa depois disso, é um sentimento real!

Sinto que posso falar tanto sobre o assunto. Sinto que tenho observado muito ela e são tantos comportamentos interessantes. Sinto que esse texto já ficou longo demais também, kk

A gente decidiu que vai ter outro felino em breve. Talvez isso também tenha ajudado a enfim escrever sobre nossa gata primogênita. Provavelmente vai ser um macho, dessa vez. Venho falar sobre no futuro também. Ainda não decidimos o nome, porque meu marido tá sugerindo umas opções que eu não tô gostando. E ele não quer ceder ao meu desejo por Vênus ou Atlas. Queria pensar em algo épico que ele não pudesse negar. Oremos.

Obrigada por lerem esse texto enorme, mas carregado de afeto e do meu amor. Ainda não me mandaram mensagem de que ela acordou da anestesia, mas espero que esteja tudo bem.

Vou deixar fotinha para vocês a conhecerem :3

Obrigada por ler até aqui e abraços,
Any.




19.1.24

eu me demiti

Há pouco mais de um mês eu me demiti do meu trabalho.

Esse foi mais um desses momentos na vida em que eu fui com medo mesmo e fiz algo corajoso. Mesmo ficando ansiosa e sendo alguém responsável com os meus deveres, eu percebi que precisava arriscar. 
Eu saí sem a segurança de um outro emprego ou outra renda. O que eu tinha era uma reserva que seria suficiente para segurar por uns meses até começar a ter resultados. Eu retomei com o meu ateliê de artesanatos e, mesmo sem a certeza de sucesso, eu entendi que era o momento certo de tentar.

Às vezes me sinto bem insegura, mas não me arrependo da minha decisão. Desde o instante em que comecei a pensar sobre e me direcionar para isso, eu senti conforto. No dia em que eu saí do RH após ter me demitido, eu senti uma paz segura, uma paz de que aquela era a hora que eu esperei por todos os meses anteriores.

Tenho aprendido a descansar. Descansar na certeza de que meu Deus me sustenta e sempre sustentou desde o início. Aprendido a esperar e entender que nem tudo dá certo de primeira, que nem tudo é instantâneo ou como a gente pensou que seria. Tenho buscado não ceder ao desespero de achar que vai dar tudo errado. Vai dar certo e tenho crido nisso.

Eu tenho tido ideias e planejado algumas coisas novas para esse ano. Ainda agora em janeiro quero lançar produtos novos que desenvolvi. Gosto do afeto que criar me traz, do aconchego que sinto ao fazer uma peça e de como cada detalhe é cercado por isso. Meu desejo é ter esses bons sentimentos sempre presentes, tanto quando faço e ainda mais quando alguém tiver em mãos e para si uma arte minha. Desde quando criei o ateliê, lá no comecinho, antes de ter engavetado a ideia, meu propósito se mantém. O nome, Aflorando Ateliê, veio desse desejo por trazer ao exterior, aflorar, os sentimentos que vivem em mim e em quem encomenda uma manualidade. 
Uma conexão profunda e carregada de leveza.

Sinto vontade de falar mais dos meus projetos. Apesar de amar o que faço, me vejo muito acanhada de conversar sobre. Minha timidez me bloqueando como de costume. Quase não falo sobre com ninguém, mesmo por aqui não é tão presente. Preciso mudar isso e ir rumo ao alcance de pessoas que queiram viver um pouco disso comigo.

Se alguém quiser apoiar e seguir no instagram, é o @aflorandoatelie. Bem eu vou compartilhar em primeira mão por aqui algumas fotos do que vai entrar por lá logo, logo!
Obrigada a todo mundo que me lê e a quem deixa comentários por aqui, isso sempre me alegra :)

Abraço afetuoso,
Any


Porto-copos Folha de Outono

Cozy Place, bordado decorativo

Chaveiro Folha de Outono
Os três juntinhos :)

Link do Ateliê 



2.1.24

Cesto de roupa

É curioso como isso de recarregar as próprias energias varia muito de momento para momento.
Eu acabei de lavar um cesto repleto de roupas, cheio, cheio, tudo à mão mesmo, e falando sério, eu me sinto renovada.

Any.



P.S.: Feliz 2024 para vocês e para nós ♡
Que tenhamos um ano de muitas conquistas e alegrias. Estou empolgada para correr atrás dos meus objetivos. Vamos juntos!

19.12.23

Carta afetuosa no Amigo Secreto Blogueiro

 

Que saudade que estava de escrever um post mais fotográfico. Isso me lembra anos anteriores por aqui e no meu primeiro blog também, que eu fazia várias fotos para compartilhar. Me senti nostálgica :)

Hoje quero falar sobre esse projeto que eu adorei participar. O "Amigo Secreto Blogueiro" foi organizado pela Vanessa, do Tristezinhas Cotidianas. Quem me sorteou foi a Karyne, do blog Crisálida, e este foi um daqueles momentos em que pensei que foi o presente perfeito. Cada detalhe da carta e do que ela enviou para mim me fez muito feliz e foi empolgante admirar tudo. Fui tão acolhida e abraçada, senti carinho e delicadeza no completo. Foi encantador perceber o quanto temos em comum em gostos e isso me alegrou demais. 




Teve poesia, livro, margaridas, marcador de páginas, crochê, bordado, chá, adesivos, flores, enfeite natalino, manualidades e mais, tudo demonstrando profundidade e leveza. Como não me encantar com tanto significado? ♡


Logo, logo irei realizar essa leitura ♡ Sinto falta de ler mais poesias e de voltar a escrevê-las também. Será um ótimo incentivo.


Karyne, muito obrigada por transbordar toda essa paz que transmitiu no meu presente. Obrigada pela delicadeza que consegue expressar com o feito à mão. Foi um prazer ter sido sorteada por você e de ter conhecido o seu blog graças ao Amigo Secreto. Se tornou especial para mim ♡

Vou deixar aqui o blog de todo mundo para que possam ver mais cartinhas e quem foi a amiga de quem. Os posts ainda estão sendo publicados e podemos acompanhar juntas essa jornada. 

Um feliz natal desde já para todas ❆⍋
Any.


Sou grata por todas as partilhas que temos tido nesse tempo!

10.11.23

Sincronicidade


Sexta-feira passada ou no domingo, não me lembro exatamente, eu estava lendo no livro O Caminho do Artista a Semana 3, e foi onde a autora escreveu sobre Sincronicidade. Em um trecho ela disse:

"acionamos o princípio que Carl Jung chamou de sincronicidade, que pode ser definido livremente como ocorrências fortuitas de eventos interconectados. Nos anos 1960, nós chamávamos isso de coincidências felizes. Seja como for, assim que você iniciar sua recuperação criativa, é possível que se surpreenda ao esbarrar com esses acasos fortuitos por toda parte." 

Um pouco adiante ela continua:

"Gostamos de fingir que é difícil seguir os nossos sonhos. A verdade é que o mais difícil é evitar atravessar a soleira das muitas portas que irão se abrir. Coloque seu sonho de lado e ele voltará pra você. Disponha-se a segui-lo novamente e mais uma porta misteriosa irá se abrir."

"Dê um pequeno passo na direção de um sonho e observe as portas que se abrem em sincronia. Afinal, só acreditamos vendo. E, se você vê os resultados de suas experimentações, nem precisa acreditar em mim."  

Ler esse livro tem sido uma experiência incrível. Eu tenho aprendido muito, refletido a cada linha e buscado descontruir várias barreiras ao meu redor. Não por coincidência, essa semana foi a primeira das minhas férias do meu emprego CLT. Eu já comentei antes que tenho vontade de deixar esse meu trabalho, que tenho outros objetivos e sonhos ligados à arte. E eu decidi que nesse mês em casa retomaria com as manualidades, que recomeçaria meu perfil no instagram. E lá fui eu de volta ao crochê, algo que tanto me preenche e alegra. E na segunda, que foi quando reiniciei essa caminhada, também começou a Semana Gratuita que a Andressa, do @amoraamorinha, promoveu. Eu acompanho o trabalho dela há um tempo e admiro demais o que ela faz, o crochê tunisiano é uma técnica muito gostosa de praticar, e a Andressa ensina de um jeito tão calmo, tão doce, que sempre que tenho a oportunidade assisto algo dela. Ontem, quinta, rolou a aula de encerramento, a abertura do novo curso dela e também o sorteio de uma vaga no curso. Enquanto acompanhava a aula, em um momento aleatório eu acabei me distraindo nos meus recorrentes pensamentos de "será que vou precisar voltar para o meu emprego mês que vem, sendo isso o que eu não quero? Se a arte não for o que tenho que focar agora? Se não der certo?", e então, do nada, eu pensei "nossa, se eu ganhasse essa vaga no curso sentiria tanto que é um sinal de Deus de que devo seguir meus planos, que Ele tá do meu lado nessa, que é Sua vontade também essas minhas ideias". 
E então, no fim da live, eu fui a sorteada. 
Na hora eu fiquei tão surpresa, tão emocionada, meu coração ficou tão quentinho quando o sorteio foi rolar, eu senti tão forte que seria eu. Meu marido veio do quarto dizendo que sentiu tanto que eu ia ganhar, e foi tão maluco, porque eu nem tinha dito pra ele esses meus pensamentos de um tempo antes. Eu só mencionei que estava concorrendo e, em silêncio, ele teve muita segurança de que seria eu.

Foi uma das coisas mais bonitas que já me aconteceram. Eu me senti tão abraçada por Deus, tão acolhida nos meus planos. Tão certa de que não preciso abandoná-los (e que nem devo). 
Foi uma sincronicidade tão bela. Eu entendi o que a Julia Cameron escreveu em toda a seção sobre isso no capítulo e concordei com cada vírgula do que disse. As coisas acontecem quando a gente caminha em direção a elas. Portas se abrem quando a gente se dispõe a bater, a sair do lugar, a agir. E o que é nosso se encaminha de nos encontrar. 

Ter retomado com o ateliê foi ótimo. Crochetar, assistir às aulas, ter pegado férias. Estou muito animada para começar o curso, para aprender as peças, os pontos. Quero seguir meus sonhos, descansar na certeza do cuidado de Deus e ter coragem de dar passos arriscados.
Mas passos esses que me levarão a construir um caminho muito poético <3

Seria um prazer ter o apoio de vocês lá no perfil, é o @aflorandoatelie no Instagram. Depois quero voltar aqui pra contar um pouco mais sobre a loja. Mas se você gosta de livros, poesia, aconchego, arte, vai gostar do que há porvir.

Obrigada por ler e abraços,
Any.

4.7.23

Gilmore Girls pela primeira vez e outros aconchegos

 

Há alguns dias atrás eu terminei de assistir Gilmore Girls pela primeira vez. O curioso é que levei mais de dois anos nesse processo. Não que eu não estivesse gostando da série para demorar tanto, na verdade eu gostei bastante, se tornou um aconchego como almejei que fosse; mas foi puramente por falta de tempo na rotina. Eu me vi me pressionando algumas vezes pela demora, mas sabe, foi uma jornada leve, assistindo quando me era possível, curtindo o processo. De fato foi uma daquelas séries pacatas e cotidianas, pra assistir com uma caneca quentinha e num clima chuvoso. Nem foi bem a realidade na maior parte do tempo por aqui, confesso, mas é essa sensação que me traz. É certo dizer que a série é slice of life? Porque me soa assim, mas me sinto leiga para afirmar. 

Eu comecei a série depois de participar da maratona literária que a Mel promoveu no canal dela em 2021. Quando participei da maratona eu gostei bastante do clima dos livros para serem encaixados em cada categoria e acabei por finalmente me render a assistir. Eu não conhecia praticamente nada sobre, apenas que a Rory gostava muito de ler, então fui como uma completa desconhecida mergulhar nesse mundinho.

E de fato foi uma experiência muito bacana. É uma série que combina muito com meus gostos e preferências. Me faz querer tomar chocolate quente enquanto faço crochê sentada em uma poltrona, envolta em uma coberta, ouvindo uma playlist bem cozy e com pôr do sol entrando pela janela. Uau, eu amo esse cenário! Eu não tenho a poltrona, mas amo fazer o resto. E como gosto de crochetar. Eu fiquei um tempo afastada das manualidades, simplesmente por falta de tempo, mas nos últimos tempos tenho conseguido encaixar no meio dos afazeres. O crochê me traz alegria e pensar na sensação da série me faz refletir nisso também. Eu quero me dedicar mais aos meus projetos artesanais, mas não tenho conseguido da forma que pretendo. Mas aos poucos chego lá. Eu abri as encomendas de inverno no meu perfil no Instagram e acabei sumindo de novo, sei que não é certo, mas ando meio aflita com o correr dos dias e fico confusa.

Caso alguém se interesse, é @aflorandoatelie, mas anda meio caos por lá. Vou tentar acalmar os ânimos e colocar as minhas ideias em prática.
Desejo calma pros nossos dias, um tanto Stars Hollow, no bom sentido e o melhor a nos oferecer <3

Abraços,
Any.

15.6.23

quando junho chega não tem como fugir da reflexão anual certeira


Quando junho chega eu fico mais reflexiva do que todos os meses anteriores do ano. Apesar de que atipicamente os últimos têm sido de muito e muito pensar, todos os dias. Mas junho é diferente, já que completo mais um ano de vida e é sempre momento de fazer aquele balanço. E também tem o fato de que 2023 chega em sua metade e também (quase) faço um ano trabalhando no setor público (na verdade é dia 4 de julho, mas continua tudo bem perto). 

Como é para vocês observar o correr dos dias?
Talvez essa seja a minha fase mais pessimista e desanimada até hoje. Eu que não gosto desse clima de reclamação me vejo fazendo isso com uma frequência que não considero nada agradável. Eu realmente não gosto de ficar assim, mas o trabalho me trouxe aqui.

Acho que tudo isso faz parte da minha personalidade. Desde que li sobre INFJ eu entendi que dentro de mim sempre vai ter essa busca por propósito, pertencimento e arte. Não adianta, meus olhos sempre vão brilhar quando começo a falar dos meus objetivos. E eles sempre envolvem arte.  

Eu tenho começado a traçar pequenos passos para conseguir me firmar em uma base o mínimo sólida que for, para o quanto antes me firmar ali e simplesmente seguir rio a baixo. Minha vontade em 99% do tempo é simplesmente pular na água mesmo sem saber nadar, mas o lado racional tem uma voz consideravelmente alta (o que não é de todo ruim, porque os boletos existem mensalmente).

Não é ingratidão, preciso repetir. Não é loucura e não é jogar fora estabilidade. Quando eu virar esse capítulo vai ser um ato de coragem.
Um belo e gratificante ato de coragem.

Percebem como ficar parado no mesmo lugar, quando esse lugar não é o que você deseja pro futuro, não é escolher o certo ao invés do duvidoso, mas na verdade é dar trono ao medo e duvidar da sua capacidade? Eu tenho um cargo hoje que é segurança de não ser demitida, mas como vou alcançar as conquistas que sonho estando aqui? A longo prazo só vai restar frustação, decepção e  estar estagnada. 

Eu me vejo tentando evitar falar sobre essas coisas porque sei que é repetitivo, mas sabem quando escrever é um respiro necessário? 

Eu quero fazer um novo ciclo. Percebo que a gente espera muito que caiam do céu as oportunidades de mudança. Mas poxa, tudo só vai para frente se nos movermos.
O que podemos fazer hoje? O que podemos planejar e de fato realizar?
Por que não aproveitar que temos bons  meses ainda e tornar 2023 o ano em que tudo começou a ser novo?
Quero chegar em dezembro com o coração leve, novos ares e batalhando.
Quero que em 2024 eu leia isso e não tenha falhado.

No meio dos sentimentos ruins sempre vou acabar buscando algo de bom pra me apegar.
Agora é agir.  

Abraços,
Any.